É o meu aniversário, isto é TUDO o que APRENDI neste ano

Dos artigos com mais valor condensado que alguma vez vais ler…

São 03:34 da manhã, e hoje é o meu aniversário, então decidi fazer este post sobre as lições mais importantes que aprendi neste último ano.

A partir de hoje, vou lançar um post aqui no substack todas as semanas, e acho que não havia melhor maneira de começarmos este projeto.

Nestas introduções, ao longo dos posts, eu vou falar um pouco do que estou a fazer no momento, de algo que aconteceu durante esse dia ou semana, e depois vamos passar para o post em si.

Os posts vão ser relativamente grandes, não para te fazer perder tempo, mas para tu conseguires entender cada mensagem de verdade.

Eu não quero apenas que os posts tenham valor, mas também que tu os consigas usar para melhorar a tua vida.

Há pouco, depois das 00:00, eu estava com um amigo, e subimos para um prédio em construção para termos uma melhor vista da cidade.

Fumámos um charuto, como é habitual desde Monaco em momentos de festejo, e ficámos a conversar e ouvir música.

Várias das músicas que ouvimos foram músicas nostálgicas.

E é nestes momentos que eu percebo o quanto tudo já mudou.

Em 2022, eu ouvia certas músicas enquanto pensava em objetivos que, na verdade, eram apenas sonhos distantes…

E agora, voltar a ouvir essas músicas, faz-me pensar nessa minha versão, no quanto tudo mudou e em como tudo só faz sentido porque ela uma vez existiu.

Tal como tudo o que ainda vou alcançar só faz sentido e só tem tanto valor, porque um dia essa futura realidade eram apenas sonhos.

Muita vezes nós queremos acelerar o processo para podermos ter o que queremos o mais rápido possível.

Mas eu acho que nós devemos aproveitá-lo ao máximo.

Há alguns pontos que ainda queria tocar nesta introdução sobre isto mas vamos deixar isso para outra altura.

Vamos começar:

1. O risco não é um traço de personalidade. É uma competência treinável.

Vou começar este artigo com o motivo para ter tudo o que consegui nos últimos anos. Tomar riscos.

Eu fiz tudo ao contrário do que é suposto.

Eu saí da escola, comecei a criar conteúdo, larguei tudo e fui viver para Bali sozinho com o meu último dinheiro e muito mais.

Tudo isto foi muito incerto.

E agora eu amo a incerteza.

E quando tu começas a ter sucesso, tu começas a amar a incerteza. A amar o risco.

Porque depois de conseguires tudo o que queres, não há assim tantas coisas que te dêem a excitação que arriscar dá.

Mas isso é algo para um post futuro.

Aqui vamos falar na importância de tomares riscos, e como te tornares em alguém que o faz.

E isto começa com a tua identidade.

A tua identidade é o mais importante para alcançares o que queres.

Tu nunca vais ter resultados de vencedor, com uma identidade de perdedor.

Tu só vais tomar riscos se acreditares mesmo que é possível vencer.

As ações que temos são efeito do nosso estado interno, que é a causa. Por essa razão, tu tens de começar por adotar o modelo mental correto.

E isso acontece quando mudas a tua perspectiva.

Tu podes arriscar ou não arriscar. Mas uma destas opções garante arrependimento. A outra tem apenas uma chance de arrependimento, enquanto tem também a chance de conseguires tudo o que sempre quiseste.

“Life shrinks or expands according to ones courage.”

Tu não deves esperar que o mundo te aconteça, tu deves acontecer ao mundo.

Mesmo pelo simples facto de que tu podes mudar a tua vida a qualquer momento. Com UMA mensagem, com um “olá”.

Tu devias brincar mais com o Universo, arriscar mais. E o melhor de tomar riscos nesses teus sonhos, o tipo de riscos que são mais desafiantes, é que tu te habituas a isso.

Tu habituas-te ao risco. E depois, tomar o outro tipo de riscos “menores” como abordar desconhecidos, postar certo tipo de coisas ou enviar mensagens “arriscadas”, fica muito mais fácil.

E há outra baseline para estes riscos menores.

É que tu já tens o não garantido.

Aquela pessoa de outro país com quem falaste há algumas semanas/meses e que tu até gostas e pensas de vez em quando, aquele teu amigo com quem gostavas de ir jantar para voltarem a estar juntos, aquela pessoa que acabaste de trocar olhares na rua.

Se tu não mandares a mensagem, se tu não fores falar com a pessoa, nada na tua vida vai mudar. E o teu espírito vai-se encher de arrependimento.

Se tu tentares? A interação pode ir de modo a que o resultado seja o mesmo(“não”), mas pelo menos tu tentaste e mais importante que isso, em vez de arrependimento tu sentes confiança em ti mesmo por teres tomado a escolha mais corajosa.

Porque percebeste que o não era garantido e, caso tentasses e fosse um sim, a tua vida potencialmente mudaria para sempre.

As pessoas querem mudar a vida sem mudar a versão de si próprias que está a tomar decisões todos os dias. Querem resultados novos com um modelo interno antigo. E isso nunca funciona.

Tu podes definir metas, criar planos, escrever objetivos, mas se internamente ainda te vês como a mesma pessoa de antes, vais sabotar, adiar, distorcer e desistir sem perceber porquê. E a razão é que o teu sistema nervoso não reconhece essa nova versão como segura. Tudo o que ameaça a tua identidade atual é tratado como risco, mesmo que esse risco seja algo melhor.

É por isso que a maioria das pessoas não falha por falta de disciplina. Falha por conflito interno. Tentam agir como alguém que ainda não são. E o corpo puxa de volta. Sempre. Porque a identidade procura consistência, não crescimento.

Imagina uma corda.

Quando ages de acordo com a forma como te vês, a corda está normal, sem pressão.

Cada vez que tomas ações que não estão de acordo com a forma com que te vês, tu esticas a corda.

E tu podes insisitir em esticá-la.

Mas vai chegar uma altura em que ela vai romper.

E essa pressão vai voltar a desaparecer, e vais voltar ao mesmo lugar.

Então o segredo não é insistir em esticar a corda.

É trocar a corda inteira.

Enquanto continuares a agir como alguém que ainda não és, vais viver em tensão.
Sempre a esticar.
Sempre a aguentar.

E ninguém vive muito tempo assim.

Mas quando a tua identidade muda, as mesmas ações já não criam pressão.
O que antes exigia esforço passa a ser o teu ponto neutro.

Não estás a puxar contra ti.
Estás alinhado contigo.

E é aqui que o risco entra outra vez. O risco não serve só para mudar resultados. Serve para atualizar quem tu és. Cada ação que a tua versão antiga nunca teria coragem de fazer começa a quebrar o ciclo. Mas tu não começas com esses riscos enormes. Tu mudas a tua identidade tomando pequenos riscos, algo que a tua identidade atual rejeitaria mas a nova não.

No início vai parecer errado. Desconfortável. Artificial.

Mas isso não é sinal de erro.

É sinal de mudança.

É a identidade antiga a resistir à nova. Se tu continuares, esse comportamento deixa de ser esforço e passa a ser expressão. Já não fazes porque tens de fazer. Fazes porque és assim.

E quando isso acontece, arriscar deixa de ser algo que tu pensas. Passa a ser algo que tu fazes naturalmente. Porque já não estás a tentar mudar a tua vida.

Estás apenas a agir de acordo com quem te tornaste.

2. O ambiente molda a identidade mais rápido do que qualquer força de vontade.

O meses que tive em Bali pareceram anos. Todo o processo me fez crescer mais em 2 meses do que a maioria das pessoas cresce em décadas.

Porquê? Porque vivem no conforto.

A mesma rotina.

Os mesmos horários.

O mesmo trabalho.

Os mesmos colegas.

As mesmas refeições.

As mesmas conversas.

O mesmo conforto.

Nunca se desafiam. Nunca saem da sua zona de conforto.

E nesses dois meses, eu estive constantemente fora da minha.

Eu estive constantemente a desafiar-me.

Porque depois de tomar a decisão de ir, se eu não acontecesse ao mundo, nada me ia acontecer a mim.

Então eu procurei oportunidades, conhecer pessoas, ter experiências, aprender, interagir com influencers que eu admirava muito antes de ser quem queria.

E isso fez-me evoluir em semanas, o que me teria levado anos ou décadas a conseguir.

E um lugar como Bali, em que estás rodeado de pessoas com mentalidades parecidas com a tua, vai impulsionar o teu sucesso constantemente.

O teu ambiente pode trabalhar a teu favor ou contra ti.

E se estás numa cidade onde toda a gente te conhece por quem foste, não porque quem és/queres ser, o teu ambiente vai dificultar ainda mais o teu caminho.

Enquanto se estás num lugar como Bali, tu vais ter pessoas como tu, a trabalhar para alcançar os seus sonhos, para evoluírem fisicamente, mentalmente, espiritualmente, financeiramente, e que te vão apoiar e ajudar na tua jornada.

Eu conheci 2 dos meus primeiros 3 clientes em Bali. Foram 2 amigos que, depois de me conhecer, perceberam que eu os podia ajudar e confiaram em mim quando mais ninguém o fazia.

E enquanto os meus amigos de Bali me apoiavam ao ponto de confiar em mim para ser seu coach, eu estava a receber mensagens de pessoas que andam na escola onde eu andava, a dizer-me que estão a ver os meus vídeos e a gozar comigo.

Eu estou literalmente em Bali, a lutar pelos meus sonhos, a viver a vida que todos eles no fundo do seu coração queriam viver, a ter a coragem que eles queriam ter, enquanto eles estão numa sala de aulas a falar mal de mim.

Depois de ler isto eu enviei a print ao meu primo e apenas sorri.

E sorri por ter mais uma confirmação que estava no caminho certo.

E no fundo da minha mente, mesmo estando tão longe ainda de vários dos meus objetivos, eu sorri também por pensar “Se isto já os incomoda, eu nem imagino como vai ser quando virem tudo o que eu vou conquistar.”

E nada disto foi por arrogância, mas sim porque eu sei de onde eu vi. Eu lembro-me de todas as noites de dúvidas, de todas as críticas, de todos os olhares, os julgamentos… Eu lembro-me de tudo isso.

E eu só não desisti porque eu sei onde vou chegar. E se naquela altura eu me aproximei desses objetivos, agora eu estou muito mais perto ainda.

Isto tudo para te mostrar a diferença que o teu ambiente pode fazer.

De um lado apoiaram-me e deram-me oportunidades.

Do outro gozaram comigo.

Eu só estou onde estou agora, porque mudei o meu ambiente. E se tu não consegues fazer algo assim neste momento, muda o que consegues.

Tu controlas o conteúdo que assistes e as pessoas que tens no teu círculo próximo.

Se não tens ninguém que seja como tu na vida real, tenta encontrar alguém online.

Outra coisa que o ambiente certo faz é, como falámos no início, moldar a tua identidade.

Quando tens pessoas à tua volta a trabalhar tanto como tu e que querem vencer e acreditam que é possível tanto como tu, a tua identidade vai se tornar na necessária para venceres

Há uma parte no filme Marty Supreme, que já agora, vou ver hoje, no meu aniversário, em que esta conversa acontece:

“Let me ask you something. Do you make money at this little table tennis thing?”

“Not yet.”

“How do you live?”

“Well, I live with the confidence that if I believe in myself the money will follow.”

“And what do you plan to do if this dream of yours doesn’t work out”

“That doesn’t even enter my consciousness.”

É este tipo de confiança que nós temos de ter em nós mesmos e nos nossos sonhos para eles realmente se tornarem realidade.

E eu podia falar nos motivos para isso em termos das leis do Universo, mas vamos deixar isso para outro post.

De forma muito simples, se tu tens uma visão clara do que queres e acreditas a 100% que estás destinado a consegui-lo, essa vai ser a tua identidade e tu vais automaticamente sentir um compulso para agir de modo a que obtenhas esses resultados.

E como falámos, uma das melhores formas de conseguires essa confiança e essa identidade, é estando num ambiente que te melhora e inspira.

Mudar a tua identidade:

1- Toma riscos “pequenos” constantemente (posta o vídeo, manda a mensagem, aborda o desconhecido…)

2- Muda o teu ambiente

3- Acredita que tudo o que tu queres já é teu, e que apenas estás a deixar o tempo passar para o receberes.

3. Experiências curtas podem causar mudanças permanentes.

Isto é algo simples mas que te vai salvar algum sofrimento.

E é entenderes que a maior parte das coisas e pessoas, não são para sempre, mas não é por isso que elas não têm valor.

Aliás, quanto muito até é o oposto.

Basta pensares na vida.

Achas que a nossa vida tinha o mesmo valor se fosse eterna?

Eu acredito que a nossa alma e consciência é eterna mas não estamos a falar disso.

Achas que a vida teria o mesmo valor se tu nascesses nesse teu corpo e vivesses nele para toda a eternidade?

Claro que não.

E a morte nem sequer é importante. Porque é algo inevitável.

O que importa são as coisas que não são inevitáveis.

Aquilo que criamos. As relações que construímos.

Muitas vezes as pessoas dizem coisas como “Todos os caixões são do mesmo tamanho.” ou “Vamos todos morrer um dia”

E se viste o meu vídeo mais recente no Youtube sobre 2025 tu sabes que eu vejo a vida como um filme.

E sim, quando vais ao cinema, os filmes acabam.

Mas não é por isso que tu não deves querer ter a melhor experiência possível enquanto lá estás.

Com dois amigos ao teu lado, com uma manta, com óculos bons, com as melhores pipocas existentes, e com uma bebida gelada, a assistir o melhor filme possível.

Não é por algo ter fim que tu não deves aproveitar.

E isso é verdade para a vida e para momentos e pessoas.

Eu nunca vou reviver aqueles meses em Bali.

Eu posso lá voltar. E eu vou, muito breve.

Mas isso não é o mesmo.

As pessoas lá não vão ser as mesmas que eram quando lá estive.

E mesmo que eu encontrasse todos os meus amigos mais próximos novamente, não ia ser o mesmo.

Porque eles não são os mesmos.

E eu não sou o mesmo.

Todos nós mudámos e crescemos.

E é exatamente por isso que aqueles momentos foram tão importantes.

Porque foram temporários.

Se na altura eu me lembro de estar no palco a cantar com eles, no último jantar antes de ir embora de Bali, e pensar “eu quero que este momento dure para sempre”?

Sim.

Mas, sendo realista, isso não é verdade.

Porque a vida só tem valor porque existem os dois lados.

Esses momentos só tem valor porque existem outros piores.

E mais importante que isso, eles só têm valor porque são temporários.

Os bons momentos são temporários.

99% dos teus amigos são temporários.

A maior parte das coisas na tua vida é temporária.

E é exatamente por isso que essas coisas têm valor.

O que tu aprendes com esses teus amigos continua a ter valor.

O que tu aprendes com essas experiências continua a ter valor.

E de certa forma, tudo isso é eterno através de ti e do crescimento que cada uma dessas coisas causou em ti.

Porque te mudaram para sempre.

Não escrevi esta lição para tomares nenhuma ação específica, apenas para mudares a tua perspectiva em relação a este tema.

Não é por algo ser temporário que não o deves aproveitar, mas é sim por isso que deves viver tudo ao máximo e ser grato por cada momento.

Porque ele nunca mais vai voltar.

4. Tu tens mais energia do que achas possível. Mas apenas se…

Em abril de 2025 estava na zona da piscina do meu gym a falar com o Hamza, um influencer que vejo desde 2022 e se tornou meu amigo em Bali.

Ele tinha acabado de ter a sua primeira luta de kick-boxing e no período de treino treinou 2 vezes por dia.

Eu estava também a treinar kick-boxing 2 vezes por dia, além dos treinos no ginásio.

A verdade é que eu estava fisicamente desgastado.

Todo esse volume de treino é verdadeiramente overtraining.

Mas eu disse-lhe nessa altura que, mesmo estando a levar o meu corpo e mente a níveis de dificuldade que nunca tinha levado, eu sentia-me com mais energia que nunca.

E ele disse-me que é por estar a fazer algo que está de acordo com o meu propósito e a pessoa em que me quero tornar.

“He who has a why can bare almost any how”

E no dia anterior este ponto tinha sido literalmente provado.

Eu estava a falar com o meu primo e ele disse-me que andava super cansado todos os dias.

Nesta altura ele tinha o ginásio 4 vezes por semana, e apenas isso, e estava a estagiar numa empresa qualquer da qual ele não podia querer saber menos.

E depois daquela conversa com o Hamza eu entendi a diferença.

Ele não estava a ter tanto esforço físico, mas acabava por se sentir mais cansado por estar a trabalhar em algo que não estava alinhado com ele ou com os seus objetivos.

Tu precisas de um propósito.

Tu precisas de saber porque estás a fazer o que estás a fazer.

E tem de ser algo que te satisfaça verdadeiramente.

Se tu queres ser youtuber, tu podes gravar 4 horas por dia que, mesmo que fiques desgastado fisicamente, tu vais te sentir bem por saberes que estás a levar uma vida alinhada com os teus objetivos.

O mesmo com kickboxing.

O mesmo com negócios.

O mesmo com qualquer que seja o teu objetivo.

Mas tu tens de o definir bem.

Porque se tu não o definires.

Alguém o vai definir por ti.

E essa sensação de alinhamento e energia infinita nunca vai chegar a ti.

5. Tudo acontece por um motivo. E tu não precisas de o entender logo.

Durante muito tempo eu tentei perceber tudo no momento em que acontecia.

Quando algo dava errado eu queria logo uma explicação.

Queria saber porquê.

O que fiz de errado.

O que aquilo significava.

Para onde a vida me estava a empurrar.

E quanto mais eu tentava entender, mais confuso ficava. Porque há coisas que não acontecem para as entenderes logo.

Nem tudo o que acontece vem para te ensinar algo imediato. Algumas coisas vêm apenas para te deslocar. Para te tirar de um lugar onde tu já não ias crescer. Para quebrar planos que estavam confortáveis demais. Para fechar portas que tu não terias coragem de fechar sozinho.

O problema é que nós queremos sempre sentido agora. Lógica. Controlo.

Mas a vida não funciona em tempo real. O significado vem sempre atrasado. Às vezes meses depois. Às vezes anos depois. E tentar forçar entendimento cedo demais só cria resistência.

Há perdas que só fazem sentido quando percebes quem te tornaste depois delas. Há pessoas que só entendes porque saíram quando olhas para quem entraste depois. Há decisões que parecem erros até te colocarem exatamente onde precisavas de estar para crescer.

“Não consegues ligar os pontos a olhar para a frente; só consegues ligá-los a olhar para trás. Portanto, precisas de confiar que os pontos se ligarão de alguma forma no teu futuro.”- Steve Jobs

O sentido não se revela no momento da queda.
Revela-se quando olhas para trás e percebes que, se aquilo não tivesse acontecido, tu ainda estarias exatamente no mesmo lugar.

Eu tentei começar vários negócios online que deram errado.

Mas aprender o que precisei de aprender para tentar fazê-los dar certo, foi o que me permitiu depois que outros negócios dessem certo.

Tu podes aprender como funcionam Ads por causa da tua loja de dropshipping. E no fim esse negócio acaba por dar errado.

Mas passado alguns meses crias a tua marca pessoal onde queres vender um produto, ou começas a fazer marketing para uma empresa, e os Ads que aprendeste a rodar, acabam por ser o que te faz ter sucesso.

Isto é assim com tudo.

E no momento em que as coisas acontecem, tu tens uma escolha a fazer.

Tu podes ficar negativo ou confiar que foi melhor desta maneira.

E que no futuro tudo vai fazer sentido.

Aquele negócio deu errado, porque não é o que tu deves fazer.

Deu tudo errado com aquela pessoa, porque não é a certa para ti.

Quando começas a ver tudo desta forma, a regenerar a tua mente e a tua perspectiva, a tua vida vai melhorar 1000x.

6. Responsabilidade total elimina a vitimização e insegurança.

Vamos falar sobre obsessão e responsabilidade.

Isto é um excerto do meu último vídeo do Youtube:

Tu deves ser obcecado e responsabilizar-te por tudo o que acontece.

Bom ou mau, a culpa é tua.

Porque essa é a única posição que te dá poder. No momento em que apontas o dedo para fora, perdes controlo. No momento em que assumes tudo, recuperas.

A vitimização pode até parecer confortável, mas ela corrói por dentro.

Cada desculpa que aceitas enfraquece a tua postura.

Cada “não foi culpa minha” constrói insegurança.

Porque se não foste tu a causar, também não tens o dever de resolver.

E viver assim cria dependência.

Dependência do ambiente, das pessoas, da sorte, das circunstâncias..

Responsabilidade total é pesada.

Porque obriga-te a encarar verdades que o ego evita.

Obriga-te a admitir que talvez tu pudesses ter feito melhor.

Escolhido melhor.

Agido mais cedo.

Falado quando te calaste.

Saído quando ficaste.

Mas essa dor é o que te vai ensinar. Essa dor é o que te vai fazer melhorar.

Assumir responsabilidade pelo que aconteceu é o que te vai fazer agir da forma correta para a próxima.

As pessoas que vivem a culpar os outros de tudo, são as mesmas que nunca tomam decisões, nunca tomam riscos.

Porque se elas arriscarem sair do trabalho seguro e estável que tanto odeia e os corrompe por dentro e falharem, elas não vão ter ninguém para culpar.

E pessoas que vivem em constante vitimização não estão preparadas para isso.

Então jogam seguro.

E julgam aqueles corajosos o suficiente para arriscar. Aqueles obcecados em conseguir mais, e que perceberam que para isso precisam de assumir responsabilidade por tudo.

Bom ou mau.

A culpa é deles.

E é por isso que eles vencem.

Quando assumes tudo, a ansiedade diminui. Porque deixas de esperar que alguém venha salvar. A insegurança cai. Porque sabes que, aconteça o que acontecer, tu vais lidar. Não estás à mercê. Estás no comando.

A confiança não nasce de vitórias constantes. Nasce da certeza interna de que tu assumes as consequências das tuas decisões. Sem fugir. Sem dramatizar. Sem transferir culpa.

No dia em que assumes responsabilidade total, deixas de te perguntar “porquê eu?”.

E começas a perguntar “o que faço agora?”.

E essa mudança muda tudo.

7. Relações são alavancas, não distrações.

Durante muito tempo vendem-te a ideia de que para crescer tens de cortar pessoas, isolar-te, desaparecer do mundo e focar só em ti. Isso soa disciplinado, mas é incompleto.

As pessoas à tua volta amplificam quem tu és. Para o bem ou para o mal. Nunca são neutras.

Cada conversa molda a tua percepção do que é normal. Cada amizade redefine o teu padrão.

Cada pessoa com quem passas tempo diz silenciosamente ao teu cérebro: “este é o nível aceitável”. E com o tempo, tu adaptas-te. Sempre.

Relacionamentos não são distrações quando há alinhamento. São alavancas. Porque certas versões tuas só aparecem na presença certa.

Há conversas que expandem a tua visão em minutos mais do que meses sozinho. Há pessoas que te fazem elevar o padrão só pela forma como vivem.

O problema nunca foram as relações. Foram as relações erradas.

Pessoas sem ambição.

Pessoas sem direção.

Pessoas presas ao passado que tentam manter-te pequeno para se sentirem confortáveis.

E enquanto é melhor estar sozinho do que com as pessoas erradas, estar com as pessoas certas vai levar-te a um nível completamente diferente.

Em breve quero fazer um post focado apenas nisto, em como te tornares em alguém social, que de forma autêntica, encontra as pessoas certas para si.

E tu não precisas de muitas pessoas.

Precisas das certas.

Pessoas que te desafiam.

Que te dizem verdades.

Que não te deixam confortável demais.

Mas também pessoas que te ajudam.

Pessoas que estão contigo quando precisas.

Que te apoiam quando perdes.

Pessoas assim são raras, mas não impossíveis de encontrar.

E neste último ano eu fiz imensas amizades assim.

E mais importante ainda que te apoiarem quando perdes, e estarem contigo quando precisas, são aqueles que tu sabes que ficam genuinamente felizes por te ver vencer.

Aqueles que, quando algo bom acontece, pensas logo em contar-lhes porque sabes que uma vitória tua, é uma vitória deles.

E vice-versa.


Este foi o artigo de hoje, em caso de dúvida pergunta-te sempre “Qual daria a história mais épica?” e vais tomar a decisão certa.

E se isto ressoou contigo, subscreve.
Os próximos textos, tal como este, não serão para todos.

REJEITA O CONFORTO

– Rodrigues Creator

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