Sê Como O Pinguim

Riscos, esperança e ser mal compreendido…

São 02:34 da manhã e hoje vamos falar sobre este vídeo do pinguim que viralizou nas últimas semanas.

Ele está a inspirar muita gente mas também há algumas pessoas que dizem que ele está depressivo ou suicida.

E até o facto das pessoas pensarem isso sobre o pinguim faz toda esta analogia ainda mais poderosa.

Porque é exatamente o que acontece quando decides seguir o teu caminho.

“O debate sobre o pinguim existe porque a linha entre a depressão e um espírito obsessivo é ténue. É difícil dizer se um homem é suicida ou se está a perseguir um objetivo que vai além da própria vida. Por vezes, nem ele próprio sabe.”

Este texto explica bem isso mesmo.

Quando tu desistes de tudo o que conheces para lutar por uma visão que apenas tu vês, ninguém te vai entender.

Por momentos TU não vais entender.

Tu sabes que queres mais e aquele é o caminho que deves tomar, mas sentes que estás tão longe e é tão incerto e tens todas estas pessoas juntas e seguras a seguir o outro caminho, que tu sentes tanta pressão para seguir o caminho deles.

Mas para seguires a tua alma e chegares ao topo da montanha, tu vais ter de sentir essa pressão e incerteza e AGIR de qualquer maneira.

Tu vais ter de lutar contra o vento, contra a neve, contra o frio, contra os julgamentos, contra o cansaço… e mesmo assim vais ter de continuar.

E depois, quando finalmente conseguires passar esta fase inicial, em vez de tudo ficar simples e claro, vem o próximo teste.

Subir a montanha.

Para conseguires passar pela primeira fase e por toda a subida da montanha, tu precisas de aceitar que vais:

  • Ser mal compreendido

  • Precisar de tomar riscos

  • Precisar de ter esperança

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Vamos começar

Nós não vemos o mundo como ele é, nós vemos o mundo como nós somos.

É por isso que algumas pessoas dizem que o pinguim está depressivo.

Porque elas não sabem o que é sentir que não pertences.

Sentir que foste feito para mais.

Elas foram programadas a seguir um caminho. E quando alguém não o segue, é porque tem de estar algo de errado com ele.

Eu percebi isso quando saí da escola.

Na visão de toda gente, eu estava a estragar a minha vida.

Eu não sabia o que estava a fazer e ia sofrer muito por ter tomado essa decisão.

Mas eles não tinham a visão que eu tinha.

Eles não viam as montanhas.

Ou pelo menos, achavam que não eram capazes de as subir…

Mas eu sempre as vi.

E eu sempre sonhei em subi-las.

E naquele momento, eu percebi que era a altura de trocar finalmente de caminho, e ir em direção à incerteza.

Quando fui para Bali o mesmo aconteceu.

“És muito novo para fazer isso”

“Não tens experiência nenhuma”

Até cheguei a ouvir “Não vais sair de lá vivo”

Mais uma vez, eu ignorei tudo e todos e tomei esse risco.

Eu sabia que o tempo me ia provar certo, e até lá, eu apenas precisava de seguir a minha visão.

Quando decides seguir o teu caminho, tu vais:

  • Perder estabilidade

  • Perder aprovação

  • Perder a tua identidade antiga

  • Agir sem garantias

E isso vai custar imenso no início.

Mesmo sabendo que é a coisa certa a fazer, tu vais ter dúvidas.

Tu vais pensar se tudo isto realmente vale a pena.

E toda esta pressão é complicada de lidar.

Mas qual é a outra opção?

Seguir o caminho que todos os outros seguem?

Viver uma vida “ok”?

Nós não estamos aqui para viver uma vida “ok”.

Nós estamos aqui para criar o nosso caminho.

E sim, da forma que o sistema está feito e todos fomos programados, a maior parte das pessoas não o vai fazer.

Mas tu não tens de ser uma delas.

Ao longo dos anos, sempre me disseram:

“Ah, isso é apenas um em um milhão”

E eu sempre soube que eu seria esse “um”.

E tu precisas dessa convicção para teres sucesso e chegares ao topo da montanha.

E essa convicção, essa esperança, não é apenas uma emoção. É uma decisão.

Há dias em que:

  • Não há sinais

  • Não há resultados

  • Não há validação

  • Não há certeza

Mas tu continuas na mesma, porque voltar atrás custa mais do que continuar. E se tu genuinamente acreditas que vais conseguir, voltar atrás nem é aceitável.

E outra maneira de prevenir que isso não acontece é a seguinte…

Era o ano de 1519.

Lendas de tesouros inimagináveis escondidos no Novo Mundo espalhavam-se por toda a Espanha.

Ouro.
Prata.
Cidades inteiras que diziam brilhar sob o sol.

Falava-se de uma fortuna colossal enterrada no coração do Império Asteca, uma civilização tão poderosa que permanecera invencível durante quase seiscentos anos.

Ninguém acreditava que pudesse ser conquistada.

Ninguém… exceto um homem.

Hernán Cortés fez disso a sua missão:
fazer o que ninguém ousava sequer imaginar.

Conquistar os Astecas de uma vez por todas
e tomar o tesouro que alimentaria gerações inteiras.

Reuniu uma pequena frota e partiu rumo ao desconhecido.

Quinhentos soldados e cem marinheiros desembarcaram das suas onze embarcações nas costas do Yucatán.

No momento em que pisaram o solo tropical, a realidade caiu sobre eles.

Estavam em território completamente desconhecido,
em clara desvantagem numérica perante os Astecas.

Os soldados hesitaram.

Os seus olhos voltavam, repetidamente, para os navios que os tinham trazido até ali.

Pensaram em recuar.
Pensaram em falhar.

Percebendo isso, Cortés deu uma ordem que soava completamente insana.

“Queimem os navios.”

No início, os homens resistiram.

Como iriam regressar a casa?

A resposta de Cortés foi simples.

“Voltaremos nos navios deles.”

Ele deu-lhes apenas uma opção: conquistar.

E conquistaram.

Quando eu saí da escola, só havia uma opção.

Quando eu fui para Bali, só havia uma opção.

Quando tu decides ir em direção à montanha, só existe uma opção.

Chegar ao topo.

Tu não queimas os navios quando estás confiante.
Tu queimas os navios quando percebes que fugir já te custa mais do que avançar.

A maioria das pessoas mantém sempre um plano B.
Não porque é inteligente.
Mas porque não acredita realmente em si.

O plano B existe para proteger o ego.
Para justificar o fracasso antes mesmo de tentar.

“Pelo menos tentei.”
“Não era o momento certo.”
“Talvez mais tarde.”

Tudo mentiras confortáveis.

Quando deixas uma saída aberta, o teu cérebro sabe disso.
E em cada dificuldade, ele vai tentar puxar-te de volta.

Não porque o caminho esteja errado.
Mas porque é desconfortável.

O ser humano não foge do impossível.
Foge da incerteza.

É por isso que quase ninguém sobe a montanha.
Não porque não consegue.
Mas porque não aceita o preço psicológico de não saber.

Não saber se vai resultar.
Não saber quando.
Não saber como.

Só saber que não vai voltar atrás.

Foi isso que eu fiz.

Quando saí da escola, não havia retorno.
Quando fui para Bali, não havia segurança.
Quando decidi viver da minha visão, não havia garantias.

Só havia responsabilidade.

E responsabilidade muda tudo.

No momento em que assumes que és tu contra o mundo,
a vitimização morre.

Já não culpas o sistema.
Já não culpas os outros.
Já não culpas o passado.

Ou constróis.
Ou falhas.

E se falhares, falhas a lutar pelos teus sonhos.

E pelo menos não vives com o eterno “E se?” que mata todos aqueles que têm demasiado medo de falhar, então nunca chegam a sequer tentar.

É isso que separa quem sobe de quem observa.

A montanha não escolhe os mais talentosos.
Escolhe os mais comprometidos.

E compromisso real não é motivação.
É não ter alternativa psicológica.

Quando continuar é a única opção, tu mudas.
Pensar muda.
Agir muda.
A tua identidade muda.

Tu deixas de tentar ser alguém.
E passas a tornar-te inevitável.

E se estás a ler isto, faz-te uma pergunta simples:

Que navios é que tu ainda manténs intactos?

Porque enquanto houver um,
o topo será sempre opcional.

E o teu destino… também.

Isto lembra-me de uma das minhas histórias favoritas.

Ícaro.

Disseram-lhe para não voar demasiado alto.
Disseram-lhe para ter cuidado.
Disseram-lhe para não se aproximar do sol.

E ele ouviu… até certo ponto.

Ícaro voou. Subiu cada vez mais alto, em direção ao sol.
E sim, as penas acabaram por se soltar.
E ele caiu.

É por isso que a maioria chama esta história de aviso.

Um aviso contra a ambição.

Um aviso contra querer demais.

Mas há uma parte que quase ninguém conta.

Ao cair, Ícaro não gritou.
Não entrou em pânico.
Não se arrependeu.

Ele sorriu.

Ele sorriu enquanto caía, porque sabia algo que a maioria das pessoas nunca vai compreender:

Ele sabia que cair é a prova de que um dia tiveste coragem de voar.

Ícaro falhou em chegar ao topo.
Mas viveu mais do que aqueles que nunca saíram do chão.

Os que nunca tentaram viveram mais anos.
Mas nunca viveram de verdade.

Nunca arriscaram.
Nunca escolheram.
Nunca sentiram o peso da própria visão.

Eles sobreviveram.

Ícaro viveu.

Porque há uma diferença enorme entre cair depois de tentar
e passar a vida inteira a perguntar “e se?”

A verdadeira tragédia não é falhar. É nunca levantar voo.

A maioria das pessoas não cai, porque nunca tentou sair do lugar.

Preferem a segurança à verdade e preferem o conforto à grandeza.

Ícaro caiu.

Mas caiu sabendo que escolheu o seu próprio caminho.

E se tiveres de escolher entre uma vida segura
ou uma vida verdadeira,

escolhe a segunda.

Mesmo que doa.
Mesmo que assuste.
Mesmo que não resulte.

Porque no fim, não é o tempo que viveste que importa.

É se alguma vez tiveste coragem de voar

.

Quero-te mostrar um pouco do meu último vídeo no youtube:

“Imagina viver uma vida tão dominada pelo medo de perder, que nunca chegas a poder ganhar…”

Tu tens uma decisão super importante a tomar:

Se vais viver a partir do medo ou da coragem.

Porque não podes escolher ambos.

Tu podes escolher uma vida segura, ou com liberdade.

Tu podes morrer com arrependimentos, ou com memórias.

Quem escolhe o conforto pode viver 10x mais, mas a vida não é sobre a quantidade de anos que vives.

É sobre a qualidade desses anos, o que criaste e o impacto que tiveste enquanto cá estiveste.

O risco que te dá mais medo, é o risco mais importante a tomares.

É aquele que vai mudar a tua vida para sempre.


Este foi o artigo de hoje, em caso de dúvida pergunta-te sempre “Qual daria a história mais épica?” e vais tomar a decisão certa.

E se isto ressoou contigo, subscreve.
Os próximos textos, tal como este, não serão para todos.

REJEITA O CONFORTO

– Rodrigues Creator

o meu último vídeo do youtube:

Subscreve para não perderes nenhum post futuro. Até ao próximo sábado

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